Tarte Tatin: A Torta Que Nasceu Errada

 

A origem da tarte tatin é incerta. Como quase tudo que entrou para a história, ela parece ter nascido de um erro de forno e fogão que deu certo.

Teria sido "inventada" no final do século 19 pelas irmãs Caroline e Stephanie Tatin, que cuidavam da cozinha do pequeno hotel da família, na cidade de Lamotte-Beuvron, na região francesa da Sologne.

Por pura distração, as irmãs teriam levado ao forno as maçãs sem a massa. Quando já estavam caramelizadas, quase queimando, Stephanie percebeu o erro e improvisou uma massa sablé (a massa doce para tortas) sobre as maçãs. Mais alguns minutos de forno, estava pronta a sobremesa. A desastrada cozinheira teve de virar o prato de cabeça para baixo, para servir.

A massa da cobertura virou base, e o recheio de maçãs desmanchava sedutoramente no açúcar e na manteiga. A torta tornou-se fetiche na cidadezinha de 4 mil habitantes.Se tudo se passou dessa maneira, ninguém tem provas. Mas na pequena cidade francesa ainda existe o hotel das irmãs Tatin (http://www.hotel-tatin.fr/) que serve a torta aos visitantes e hóspedes.

Foi ali, em 1926, que o crítico gastronômico Maurice Saillant (o célebre "Curnonsky") conheceu a torta que apresentou ao mundo na obra La France Gastronomique. Conquistado pelo doce, ele o incluiu numa degustação no restaurante Maxim’s. E a sobremesa está ali até hoje.

A torta Tatin está entre as preferidas na nossa Rotisseria, tanto na versão individual como as maiores, feitas por encomenda. É uma sobremesa leve e pode ser feita com peras, maçãs e outras frutas. Há também variações salgadas.

Sugerimos servir as de frutas com um vinho frances Sauternes (se a ocasião for especial) ou com um nacional Terranova Late Harvest (colheita tardia, custo em torno de 25 reais a garrafa) do Vale do São Francisco, produzido pela Miolo .

fonte: O Estado de São Paulo / Giovanna Tucci e Olívia Fraga

Adultos com paladar de criança intrigam cientistas

É comum termos preferências por alguns alimentos e até detestarmos alguns, mas algumas vezes isso pode chegar a extremos. Leiam abaixo reportagem do Estado de São Paulo. São informações bastante úteis para quem se preocupa com o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis para si e para sua família.

18 de julho de 2010 | 0h 00 /Gustavo Chacra, correspondente em Nova York - O Estado de S.Paulo

Antipatia por certos grupos de alimentos, como frutas ou vegetais, é tratada por estudiosos como distúrbio similar a bulimia ou anorexia

Antigamente se achava que apenas as crianças implicavam com determinados alimentos e preferiam comidas como pizza, batata frita e chocolate. Mas, nos últimos anos, pesquisadores perceberam que muitos adultos mantêm hábitos considerados infantis na hora que se sentam à mesa. E, agora, a antipatia a certos grupos de alimentos tem sido tratada por estudiosos de universidades americanas e canadenses como um distúrbio alimentar similar à bulimia e anorexia.

 Evitar vegetais, frutas, alimentos desconhecidos ou com temperos fortes pode causar implicações sociais e até malefícios à saúde. Há casos extremos de adultos que consomem apenas comidas de determinada cor, como branca ou amarela, em um sinal de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), segundo pesquisa do Departamento de Psicologia da Universidade de Toronto, no Canadá. Assim, essas pessoas se alimentam somente de queijos, pães e massas.

Também são comuns casos de adultos com aversão a alimentos verdes, o que faz com que eliminem do cardápio alface, espinafre, rúcula e até limão, entre outros. É o que ocorre com a professora de português Marcela Brunelli, de 23 anos. "Só de pensar em morder o talo da alface fico arrepiada", relata. Outro temor de Marcela é encontrar em sua comida cebola, alimento do qual ela afirma ter "pavor".

"Chato". O Centro de Distúrbios da Alimentação da Universidade Duke (EUA), elaborou uma pesquisa para saber se um adulto é um picky eater - aquela pessoa considerada chata para comer. Dá para descrevê-la também como alguém com paladar infantil.

A primeira pergunta que faz parte da pesquisa é se a pessoa está aberta a experimentar novos pratos, dilema comum de turistas que desvendam outros Estados ou países. Enquanto para a maioria dos adultos se alimentar de novidades pode ser uma experiência gastronômica, para os "chatos" há o temor de que no prato haja algo intolerável.

Pesquisa da Universidade de Duke revela que a chatice para comer pode afetar a vida social, quando a pessoa passa a evitar também determinadas situações apenas para não ter contato com o alimento indesejado. Dessa forma, mentem para não ir a jantares ou dizem sofrer de certa doença para rejeitar um prato.

A saúde também pode ser afetada. Há adultos que chegam a retirar totalmente de seus cardápios alimentos fundamentais para o bom funcionamento do organismo, como vegetais e frutas.

Bob K. - ele não divulga seu nome completo - é fundador do Centro de Apoio aos Adultos Exigentes para Comer, que reúne americanos que evitam determinadas comidas. Bob afirma que não gosta de comer quase nada. "Gosto apenas de coisas crocantes, como batata frita. De purê de batata, não, porque é massudo", escreveu em um depoimento no seu site. "Adoro também sorvetes de baunilha. Mas sem nenhuma coisa dentro", acrescenta, ignorando o fato de o sorvete ser massudo como o purê. Bob K. bebe apenas leite achocolatado e refrigerante, as bebidas preferidas do comedores chatos.

Existem também os que acreditam que os intolerantes para comer possuem, na verdade, um paladar mais apurado. Seriam o que a psicóloga Linda Bartoshuk, da Universidade da Flórida, definiu como supertasters - pessoas com sensibilidade maior ao azedo e ao amargo, o que as leva a optar por comidas simples, como as crianças.

O chato para comer seria como um maestro, que tem uma audição mais apurada. O supertaster teria um paladar mais aguçado e se incomodaria com sabores e texturas imperceptíveis para a maioria. Daí a preferência por sanduíche, batata frita e refrigerante. Assim, o fast-food estaria para o supertaster como a música clássica para o maestro. / COLABOROU KARINA TOLEDO  

Torta de San Tiago


A torta de San Tiago é uma sobremesa tradicional da capital da Galícia (San Tiago de Compostela), mas pode ser encontrada em toda Espanha. Sua massa é muito simples e tem como base ovos e amêndoas. 

Não se sabe nada sobre o consumo de amêndoa na região durante a Idade Média, mas sabe-se que a escassez deste alimento converteu-o num luxo reservado a poucos. A primeira notícia que se tem do uso deste "biscoito de amêndoa", que hoje se conhece como Torta de Santiago, data de 1577, durante uma visita de D. Pedro de Porto Carrero à Universidade de San Tiago de Compostela, ainda que naquela altura fosse denominada "torta real".
 
A elaboração e a proporção dos ingredientes faz-nos pensar no que denominamos hoje em dia Torta de Santiago. As primeiras receitas fiáveis provêm de notas de Luis Bartolomé de Leybar, datando de 1838 sob a designação de "Tarta de Almendra".

A origem da Cruz de Santiago representada na sua superfice data de 1924, ano em que a pastelaria «Casa Mora» de  Santiago de Compostela começa a enfeitar as tortas de amêndoa com aquela que viria a ser a sua silhueta característica, arrecadando grande êxito na Galícia e no resto da Espanha.

Em 3 de março de 2006, a Torta de Santiago passou a ser uma Denominação de Origem Protegida.

 

 

Tortelli (Tortei) di Zucca ou Ravioli de Abóbora

 A variedade de massas que vieram da Itália para o Brasil é enorme. O interessante é que cada imigrante italiano trouxe receitas de sua região específica e por isso temos em São Paulo desde um spaghetti ao vongole, clássico do sul da Itália a um tortei di zucca (variação do termo tortelli provavelmente como diziam, em seu dialeto, os imigrantes vindos da região de Veneza).

 Tortellis ou Capellacci di Zucca (abóbora) vieram das regiões do Vêneto, mais especificamente da cidade de Verona e da Emilia Romagna, da cidade de Ferrara. Há menção sobre essa massa em manuscritos do ano 1000, mas uma das primeiras receitas que se conhece é de 1584 publicada no receituário  “Dello Scalco" de Giovan Battista Rossetti, cozinheiro da corte do duque Alfonso II d’Este.
 
Ao recheio feito com abóboras regionais juntavam-se temperos exóticos, bebidas, biscoitos e farinhas raras. Os tortelli ou capellacci eram quase sempre acompanhados de manteiga derretida e condimentada.
 
Aqui na rotisseria produzimos essa massa buscando na tradição o balanço entre o adocicado da abóbora com os ingredientes salgados da receita. Adicionamos lâminas de amêndoas tostadas e temperamos exatamente como nas receitas antigas.
 
Aqui também criamos e produzimos uma variação dessa massa, em formato de rosa, com o mesmo recheio, mas com uma forma especial de preparar que torna a massa crocante e macia ao mesmo tempo, Essa rosa é um prato delicioso além de muito bonito visualmente. Pode ser servido no prato com um molho branco enriquecido de açafrão. Maravilhoso para um jantar com visitas.
 
Venha conhecer e provar essas massas. Elas são leves, têm poucas calorias e são deliciosas.
 
Ensinamos você como preparar para servir e sugerimos várias possibilidades de combinação com outros molhos, vinhos e acompanhamentos.
 
 
 

Minha Avó Fazia na Revista da Folha

Nossa casa reconhecida pela Revista da Folha no último domingo.

Agradecemos a todos os clientes que têm vindo constantemente experimentar nossa comida e sempre trazem um comentário, uma crítica ou um elogio.

Dividimos com vocês essa boa notícia.

 

Muito obrigado a todos.

Rua Fábia, 339 - Vila Romana / Lapa - São Paulo, SP - Tel: (11) 2769-1539